O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que utiliza contatos governamentais e individuais para tentar incluir o piloto e influenciador Lito Sousa, de 59 anos, em um estudo clínico da Universidade de Harvard sobre a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição que não possui cura ou tratamento.
Padilha informou que foi procurado por Mila Seidl, esposa do paciente, para intermediar o contato com a instituição americana. O ministro, que também é médico, explicou que a abordagem ocorre de forma mista para evitar que a solicitação seja vista como pressão política ou de redes sociais, já que a entrada em grupos de pesquisa segue regras rígidas.
O governo brasileiro formalizou o pedido de inclusão de Lito na fase inicial dos testes do estudo PRiSM, realizado pela Universidade de Harvard, pelo Instituto Broad e pela Universidade de Massachusetts. A pesquisa testa um pequeno RNA de interferência, chamado siRNA.
A equipe do Ministério da Saúde, Saúde, tenta articular a entrada por meio de conhecidos, como o secretário executivo Adriano Massuda, ex-pesquisador-visitante na Harvard T.H. Chan School of Public Health. Segundo Padilha, o paciente estaria em uma lista de espera para triagem, mas as regras de entrada são controladas pelo Food and Drug Administration (FDA) e possuem prazos definidos.
O ministro declarou que a pasta busca outros institutos, embaixadas e países para tentar a autorização do chamado “uso compassivo”. Lito Sousa foi internado em julho com sintomas neurológicos e, no dia 21 de agosto, a família confirmou o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob. O piloto também enfrenta um adenocarcinoma na próstata, descoberto três meses antes da internação.


