Enchentes que atingiram o Nepal e a região do Tibete, na China, deixaram pelo menos 683 mortos e quase 3 mil pessoas desaparecidas nesta semana. O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, estimou que a reconstrução do país poderá custar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões.
O total de vítimas fatais soma 675 no Nepal e 8 no lado chinês da fronteira. No momento, 2.426 pessoas estão desaparecidas em território nepalês e 554 no condado de Gyirong, no Tibete. Entre os sumidos estão cerca de 540 estrangeiros, a maioria peregrinos hindus vindos da Índia.
A catástrofe afetou a economia local, com danos em projetos de geração de energia que representam mais de 12% da capacidade nacional. O governo suspendeu as operações de busca e resgate neste sábado (29) por algumas horas devido ao mau tempo.
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, declarou que o país não necessita de ajuda nas buscas, mas de apoio técnico. As prioridades incluem a retirada de pessoas presas em túneis, o restabelecimento de transportes e comunicações, além da identificação de corpos por meio de testes de DNA.
A China enviou cinco especialistas em túneis para auxiliar em uma usina hidrelétrica onde dezenas de pessoas permanecem presas. No norte da Índia, a polícia encontrou 10 corpos em rios que descem do Nepal, no estado de Uttar Pradesh.
A administração do distrito de Chitwan informou que as vítimas serão sepultadas em espaços abertos após a coleta de amostras genéticas, visando evitar epidemias. A lista de desaparecidos inclui 933 trabalhadores, trilheiros e peregrinos que seguiam para o monte Kailash.

