A Chevron está em negociações avançadas para ampliar suas operações na Venezuela, com a possibilidade de um anúncio oficial na próxima semana. O movimento ocorre paralelamente à declaração do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos fecharam um acordo para assumir o controle majoritário de reservas de petróleo venezuelanas.
O acordo daria aos EUA o controle sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas provadas, volume quase equivalente ao total das reservas dos Estados Unidos. Segundo Trump, a iniciativa visa afirmar a predominância energética americana no Hemisfério Ocidental e reduzir o preço da gasolina para os consumidores americanos.
A presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, informou que a operação envolveria o desenvolvimento de 17 campos de petróleo. A estimativa é que o projeto atraia US$ 100 bilhões em investimentos e gere US$ 209 bilhões para o governo venezuelano, embora os detalhes do texto do acordo ainda não tenham sido divulgados.
Uma autoridade do Departamento de Estado explicou que o negócio ocorre via parceria com a empresa de Alejandro Betancourt López, empresário conhecido como “bolichico” por ter lucrado durante a revolução socialista no país. A operação é descrita como uma incursão incomum em campos petrolíferos estrangeiros por meio de capital privado.
A expansão da Chevron é viabilizada por uma reforma na legislação aprovada pela Assembleia Nacional da Venezuela após a captura do líder Nicolás Maduro, em janeiro. A nova regra concede maior controle a empresas estrangeiras e reverte parte das nacionalizações ocorridas em 2007, pilar do movimento político fundado por Hugo Chávez.
Atualmente, as atividades da Chevron representam cerca de um quarto da produção da Venezuela. Outras companhias, como ExxonMobil e ConocoPhillips, haviam deixado o país anteriormente ao recusarem a mudança nos termos operacionais impostos pelo governo venezuelano há duas décadas.


