A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta neste sábado (29) informando que anéis inteligentes e smartwatches não devem ser utilizados para diagnosticar doenças ou substituir a avaliação de profissionais de saúde. A autarquia afirma que as informações desses dispositivos vestíveis servem apenas para o acompanhamento do bem-estar.
Segundo a agência, alertas emitidos por esses aparelhos não confirmam a existência de problemas de saúde. A Anvisa declarou que os dados de anéis inteligentes não podem ser usados para definir tratamentos, alterar medicamentos ou descartar doenças, ressaltando que resultados considerados normais pelo aparelho também não garantem a ausência de enfermidades.
O órgão explicou a diferença entre produtos com finalidade médica e dispositivos de bem-estar. Equipamentos classificados como produtos médicos devem passar por processos de regularização na agência para garantir a precisão necessária para decisões clínicas. Muitos anéis no mercado são apresentados apenas como acessórios para hábitos cotidianos e atividades esportivas.
A Anvisa informou que, se os dispositivos não medirem parâmetros fisiológicos de uso tipicamente clínico, não são considerados produtos médicos sujeitos à regularização. A autarquia afirmou que esses itens são desenvolvidos pelos fabricantes como apoio a atividades físicas e rotina.
A agência afirmou que não existem smartwatches ou anéis vestíveis autorizados no Brasil para a medição não invasiva de oximetria ou de glicose. A capacidade técnica dos fabricantes para oferecer a medição desses parâmetros específicos ainda não foi comprovada.
A orientação visa evitar que usuários cheguem a conclusões equivocadas sobre a própria condição de saúde. A Anvisa reforçou que alterações em indicadores ou sintomas devem ser avaliadas por profissionais capacitados, pois os dispositivos não substituem consultas ou exames clínicos.


