A deputada federal e candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, participou neste sábado (29), em Esteio, da abertura de uma série de entrevistas com postulantes ao cargo. Durante a conversa, a política discutiu o papel do agronegócio, a dívida pública estadual e a preservação de instituições públicas.
Brizola afirmou que o agronegócio necessita de financiamento, segurança e previsibilidade para enfrentar as crises climáticas que atingem o Estado. Segundo a candidata, o governo deve atuar como parceiro de quem gera emprego e renda, evitando ser um entrave ao setor produtivo.
Sobre a situação financeira do Rio Grande do Sul, a deputada declarou que a atual governadora entregará um déficit orçamentário de R$ 4,8 bilhões. Brizola criticou a estratégia de vender empresas e aumentar impostos, afirmando que esse modelo não tem zerado as contas nem desenvolvido a economia local.
Para reverter o cenário, a candidata propôs a adesão ao programa Propague, em substituição ao regime de recuperação fiscal, e a articulação de um Fundo Constitucional do Sul. De acordo com Brizola, essa medida poderia garantir recursos próprios na ordem de quase R$ 20 bilhões, permitindo investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Questionada sobre o futuro do Banrisul, a política reafirmou o compromisso de manter o banco público, classificando-o como um instrumento de fomento do qual a população gaúcha tem orgulho. Ela afirmou que a instituição não apenas será mantida, mas fortalecida.
Ao analisar sua posição nas pesquisas eleitorais, Brizola atribuiu o resultado a 20 anos de trajetória política, ao legado de Leonel Brizola e à representatividade feminina. A deputada mencionou que as mulheres são a maioria do eleitorado e chefes de família, citando a necessidade de proteção contra feminicídios.
A candidata informou que percorre o Estado ao lado do vice, Edgar Preto, e pretende utilizar sua articulação em Brasília para fortalecer a liderança política do Rio Grande do Sul.

