O governo de Pedro Sánchez destinará 165 milhões de euros em um plano de emergência para a cidade autônoma de Ceuta, medida que será aprovada pelo Conselho de Ministros nesta terça-feira (1º de setembro), na tentativa de conter uma crise política que paralisou a agenda do Executivo e da oposição.
A crise em Ceuta tornou-se o tema central da política espanhola, forçando o Governo e o Partido Popular (PP) a adiarem indefinidamente anúncios de medidas e propostas previstos para o início do curso político. A decisão ocorre diante do desgaste do governo, que enfrenta a instabilidade na região há um mês.
O novo montante de 165 milhões de euros será somado a um plano de recuperação de médio prazo, com 180 milhões de euros, anteriormente prometido para a localidade pelo vice-presidente primeiro, Carlos Cuerpo.
A apuração indica que a profundidade do conflito impede o avanço de outras pautas governamentais, já que a situação em Ceuta segue longe de uma resolução definitiva.
O Conselho de Ministros deve formalizar a liberação dos recursos na reunião de terça-feira, buscando estabilizar a região e reduzir a pressão política sobre a gestão de Sánchez.


