As primeiras pesquisas de intenção de voto para o Senado, no início da campanha eleitoral, indicam uma tendência de aumento da polarização na Casa. O cenário projeta a redução do espaço dos partidos do Centrão, embora a esquerda e o bolsonarismo continuem distantes de formar maioria para aprovar projetos que exigem quórum qualificado.
A análise considera a disputa por 54 cadeiras, sendo duas por estado. O cálculo leva em conta os 27 parlamentares que cumprem metade de seus mandatos e os candidatos que aparecem numericamente à frente nos levantamentos atuais.
Os dados apontam que a força do Centrão deve diminuir na composição do Senado. Essa movimentação reflete a tendência de divisão entre polos opostos no espectro político.
Apesar da perda de espaço do grupo central, a apuração indica que nem o bolsonarismo nem a esquerda conseguiriam, sozinhos, atingir a maioria necessária para a aprovação de pautas específicas que dependem de votação qualificada.


