Uma parte das escolas de educação infantil do Rio de Janeiro e de São Paulo oferece sistemas de câmeras instaladas nos ambientes das creches para que as famílias acompanhem a rotina dos filhos ao vivo. O serviço é acessado por plataformas digitais ou aplicativos, permitindo a visualização de bebês em tempo real.
No Rio de Janeiro, a Creche Escola Pimpolho, o Colégio Santa Madre Teresa e o Studio da Criança disponibilizam o recurso. Em São Paulo, o serviço é oferecido pelo Colégio Esperanto, Colégio Alumie e BE Projeto Aprender. Segundo Cyntia Schiavon, diretora de Marketing do Colégio Esperanto, o acesso via aplicativo é destinado a pais de crianças de até dois anos.
A evolução tecnológica alterou a forma de comunicação nessas instituições. O Colégio Magno/Mágico de OZ, em São Paulo, informou que, na década de 1990, utilizava pagers para enviar mensagens curtas sobre a rotina dos alunos. Atualmente, a escola utiliza a plataforma digital de câmeras.
Claudia Tricate, diretora do Magno, afirmou que a possibilidade de acompanhar a criança é uma forma de acolher e aproximar as famílias de um ambiente onde os bebês vivem uma fase importante do desenvolvimento humano e são cuidados em tempo integral.
A apuração indica que cerca de 300 escolas de educação infantil nas duas capitais foram mapeadas em um levantamento que detalha mensalidades, infraestrutura, metodologia de ensino e a presença de câmeras. Os critérios de seleção incluíram instituições com ao menos 30 alunos e média de até 12 crianças por professor.
O número de alunos por docente segue diretrizes de uma resolução de 2024 do Conselho Nacional de Educação (CNE). A norma estabelece limites que variam de cinco bebês por educador, para crianças de zero a 12 meses, até 20 crianças por profissional para a faixa de quatro e cinco anos.


