O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho (MG), foi selecionado pelo jornal The New York Times como um dos 52 lugares para conhecer em 2026, ocupando a 24ª posição. O museu, considerado o maior do mundo a céu aberto, completa 20 anos de abertura ao público no dia 18 de outubro de 2026.
As celebrações do aniversário começaram em fevereiro e seguem até outubro, com a entrega de obras inéditas, ampliação de espaços e novas exposições. O acervo é composto por mais de 2.000 obras de artistas de 40 países, distribuídas em 140 hectares de Mata Atlântica e Cerrado. O complexo possui 24 galerias, sendo 18 permanentes e seis com rotações periódicas.
O ano de 2025 teve o melhor desempenho histórico da instituição, com 365 mil visitantes, o que representa uma alta de 10,5% em relação a 2024. Desde a fundação, quase 5 milhões de pessoas visitaram o local. O ingresso diário custa R$ 65, mas a entrada é gratuita todas as quartas-feiras e no último domingo de cada mês.
Idealizado nos anos 1980 pelo empresário Bernardo Paz, o projeto quase foi a leilão devido a dívidas tributárias federais próximas de R$ 1,2 bilhão. A venda foi evitada após acordos com a União e com o governo de Minas Gerais, que envolvia débitos estaduais superiores a R$ 200 milhões. Em 2022, Paz doou as galerias, as terras e 326 obras ao instituto.
Atualmente, o Inhotim opera como entidade privada sem fins lucrativos com orçamento anual de R$ 89 milhões. Cerca de metade dos recursos provém de leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet e a legislação mineira. O restante do financiamento vem de receita operacional, doações e do programa de patronos, com patrocínio de empresas como Vale, NuBank, Cemig e Itaú.
Dentro do parque, entre os pavilhões de Tunga e Lygia Pape, funciona o Clara Arte Resort. As diárias da acomodação variam entre R$ 2.250, em bangalôs simples durante a semana, e R$ 4.435, na suíte presidencial em baixa temporada. Os valores incluem quatro refeições, café Starbucks e a entrada no museu.


