O hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, inaugura em novembro deste ano o Edifício Piscina, sua segunda grande ampliação em 103 anos. O projeto, assinado pelo arquiteto Ivan Rezende, transformou um antigo prédio anexo de 11 andares em uma ala de luxo com 68 suítes e diárias que podem ultrapassar R$ 30 mil.
A reforma começou em abril de 2025 e não teve o valor do investimento revelado. Com a nova estrutura, o hotel passa a contar com um total de 208 unidades, sendo 140 no edifício principal. Entre as novas acomodações está a Suíte Carioca, uma cobertura de 209 metros quadrados. As opções mais modestas da nova ala possuem diárias a partir de R$ 6,5 mil.
O Edifício Piscina terá cinco andares dedicados a serviços de wellness, incluindo spa e academias. A área externa recebeu o redesenho da piscina, um novo bar e um restaurante italiano contemporâneo sob comando do chef executivo Nello Cassese. O Bar do Copa terá como responsável o especialista em coquetelaria Stephano Giglio.
Segundo Ulisses Marreiros, diretor do grupo Belmond no Brasil, o investimento visa impulsionar o hotel para uma nova era, incentivando hóspedes a permanecerem mais tempo em espaços amplos. O projeto recupera referências originais do prédio com foco contemporâneo e bem-estar.
Os interiores utilizam materiais nacionais, como madeira reaproveitada do leito do Rio Amazonas e pedras de diversas regiões do país. O espaço conta com xilogravuras do artista Ciro Fernandes e marchetaria de Maqueson Pereira da Silva. Tapetes foram desenhados a partir de imagens de satélite do Acre, reproduzindo o Rio Juruá.
Ambos os edifícios são protegidos pelo patrimônio histórico e cultural nas esferas municipal, estadual e federal. O tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ocorreu em 1980. O hotel original foi inaugurado em agosto de 1923, financiado por Octávio Guinle e projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire.

