O Senado Federal tornou-se parceiro do Movimento Pela Vida das Mulheres, iniciativa que reúne empresas, organizações da sociedade civil e o poder público. O grupo lançou a campanha Somos Maiores que a Violência Contra as Mulheres com o objetivo de conscientizar a população sobre a responsabilidade coletiva no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.568 feminicídios no Brasil em 2025. O número representa uma média de mais de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero.
Para medir a capacidade da sociedade de reconhecer e agir diante dessas agressões, o Instituto Natura e a Avon criaram, em 2025, o Índice de Conscientização sobre a Violência Contra as Mulheres. A taxa registrada no Brasil naquele ano foi de 29%, com a meta de atingir 73% até 2035. O indicador também foi aplicado na Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.
A atuação do movimento utiliza o Mapa Nacional da Violência de Gênero, desenvolvido pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência, ambos do Senado. Dados do levantamento indicam que 33% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de violência, mas apenas 4% identificaram o ato como tal. O estudo aponta que 71% das agressões tiveram testemunhas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a função do Legislativo vai além da criação de leis e deve incluir a produção e a disseminação de informações. Segundo Alcolumbre, o desafio atual é garantir que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde buscar ajuda para que a informação se transforme em prevenção e proteção.

