A Polícia Federal (PF) solicitou a abertura de inquéritos para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de corrupção e tráfico de influência. O pedido baseia-se em mensagens de uma lobista, viagens e movimentações financeiras identificadas durante a Operação Sem Desconto.
Três procedimentos foram instaurados no Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sob a supervisão dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. Dois dos casos relatados por Mendonça apuram tentativas de obtenção de contratos com a Dataprev e o Ministério da Saúde. Detalhes sobre o inquérito acompanhado por Dino ainda não foram divulgados.
A PF suspeita que a lobista Roberta Luchsinger atuava em parceria com Fábio Luís e o empresário Fernando Bittar. Os investigadores apontam que ambos seriam sócios ocultos. Conversas analisadas pela corporação indicariam uma atuação conjunta para defender interesses privados junto a agentes e órgãos públicos.
Segundo a apuração, os contratos mencionados nas investigações divulgadas até o momento não foram concluídos. As provas colhidas incluem viagens custeadas por pessoas que já são alvo de investigação.
A defesa de Fábio Luís reconhece a amizade com Roberta Luchsinger, mas nega qualquer ilegalidade. Os advogados questionam a autenticidade e a cadeia de custódia das mensagens e rejeitam a interpretação de expressões como “filho do rapaz”, classificando as conclusões da PF como inferências.
As defesas de Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes não se manifestaram sobre as acusações.


