A Nasa lançou ao espaço, neste domingo (30), o telescópio Roman, projetado para criar um novo Atlas do Universo e investigar a matéria e a energia escuras. O instrumento foi colocado em órbita às 7h26, horário local, por um foguete Falcon Heavy da SpaceX, partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O observatório, com mais de 12 metros de altura, foi desenvolvido durante mais de uma década com um investimento superior a US$ 4 bilhões. O equipamento recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman. O presidente Donald Trump afirmou, em cerimônia na sede da agência em Houston, que o projeto ajudará a desvendar os segredos do universo.
A sonda seguirá para um ponto de observação a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, viagem que deve durar cerca de 100 dias. O Roman possui um campo de visão mais de 100 vezes maior que o do Hubble e é mais amplo que o do James Webb, operando de forma conjunta com esses outros observatórios.
O objetivo técnico é catalogar milhares de exoplanetas e dezenas de milhares de supernovas. Dave Content, responsável técnico do projeto, informou que a iniciativa resultará no maior catálogo de objetos astronômicos já compilado, permitindo entender a frequência de sistemas solares semelhantes ao da Terra.
A missão focará na análise da matéria escura, que funciona como cola gravitacional, e da energia escura, força que impulsiona a expansão do universo. Juntas, essas substâncias representariam 95% do cosmos. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, descreveu a ferramenta como um novo mapa do espaço.
Através de visão infravermelha, o telescópio detectará luz de objetos emitidos há bilhões de anos. A tecnologia permitirá que cientistas observem o passado remoto do universo para compreender a origem e o funcionamento dos fenômenos físicos citados.


