Equipes de resgate no Nepal e na Região Autônoma do Tibete, no sudoeste da China, enfrentam lama e risco de transbordamento de rios neste domingo (30) na busca por 3.048 desaparecidos. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que soterrou vilarejos e deixou 768 mortes confirmadas.
O Nepal registrou 752 mortos e 2.502 desaparecidos. No Tibete, as autoridades confirmaram 16 mortes e 546 pessoas sumidas. A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Nepal informou que 592 estrangeiros, incluindo peregrinos hindus e excursionistas, estão entre os desaparecidos. A Índia recuperou sete corpos que teriam sido levados pela correnteza dos rios vindos do Nepal.
Mais de 100 trabalhadores podem estar presos em túneis de usinas hidrelétricas. O ministro do Interior nepalês, Sudan Gurung, informou que o Exército injetou ar em um túnel da usina de Trishuli 3A no sábado, mas chuvas noturnas inundaram a área de escavação. Ao todo, 933 operários de projetos de infraestrutura energética desapareceram na região.
Na fronteira entre os dois países, a formação de um novo lago provocado por deslizamento de terra forçou a retirada de equipes de resgate chinesas em Gyirong. Especialistas monitoram a área com drones para evitar que o rompimento da barreira de detritos cause nova inundação. No Tibete, as equipes conseguiram resgatar 555 turistas e 499 cidadãos chineses que estavam ilhados.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos e especialistas citados pela agência Xinhua indicam que a ruptura de uma geleira no Pico Lirung, no Nepal, lançou uma torrente de rochas e gelo por 20 quilômetros. O governo nepalês iniciou o sepultamento de centenas de corpos não identificados, após a coleta de amostras de DNA para posterior entrega às famílias.
Os Estados Unidos e o Canadá anunciaram ajuda de US$ 3,6 milhões cada, enquanto o Reino Unido ofereceu US$ 6,8 milhões e a ONU liberou US$ 2,5 milhões. O ministro do Exterior do Nepal, Shisir Khanal, afirmou que os custos de reconstrução podem chegar a bilhões de dólares. A China e o Nepal combinaram o compartilhamento de dados de satélite e hidrológicos.


