A baixa umidade do ar no Distrito Federal, que chega a 20% com temperaturas acima de 30 °C, eleva o risco de desidratação e insuficiência renal. O médico nefrologista Fabio Humberto Ferraz alerta que o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros agrava a vulnerabilidade dos pacientes neste período.
O uso de álcool inibe a ação do hormônio antidiurético do organismo, enquanto o cigarro compromete a limpeza das vias aéreas, aumentando a tendência a pneumonias. Segundo Ferraz, os rins são os órgãos mais afetados pela falta de água, podendo levar a quadros de insuficiência renal.
O médico informou que 10% da população brasileira já convive com doença renal crônica. Nesses casos, a desidratação pode tornar a diálise necessária. Outros 10% dos habitantes teriam crises de cólica renal, que muitas vezes servem como marcador de doenças não diagnosticadas, como pressão alta, diabetes e colesterol.
Grupos de risco incluem pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou diabetes. Pacientes que utilizam diuréticos devem ter atenção redobrada, pois a desidratação pode causar descompensação e piora da função renal. Sintomas como dores lombares e infecções urinárias recorrentes também são sinais de alerta.
A recomendação é a hidratação constante, independentemente da sensação de sede, e a utilização de umidificadores em ambientes fechados. O especialista orientou a busca imediata por unidades básicas de saúde ou pronto atendimento em casos de confusão mental, queda de pressão ou rebaixamento da consciência.
Nessas situações críticas, o paciente pode precisar de hidratação intravenosa para reverter o quadro de desidratação severa.


