O Brasil chegou a uma população estimada em 214,2 milhões de habitantes em 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dados publicados no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (28). O estudo indica que o ritmo de crescimento populacional segue diminuindo, registrando alta de 0,37% no último período.
O índice atual é inferior aos 0,39% registrados entre 2024 e 2025. Segundo o órgão, essa desaceleração acelera o envelhecimento dos brasileiros e reduz a proporção de pessoas em idade ativa. O fenômeno, chamado de fim do bônus demográfico, pressiona o sistema de saúde e ameaça a sustentabilidade da previdência social, podendo reduzir o potencial de crescimento econômico do país.
Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso foram os únicos estados com crescimento acima de 1%. No extremo oposto, Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas de aumento. Entre as capitais, Boa Vista teve a maior taxa de crescimento geométrico, com 3,2%.
Quatro capitais apresentaram redução populacional em relação a 2025: Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%). Municípios com até 20 mil habitantes foram os que mais registraram decrescimento, atingindo 40,2% do total desse grupo. Já as cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes foram as que mais cresceram acima de 1%.
São Paulo segue como a cidade mais populosa do país, com 11.911.337 pessoas. O ranking é seguido por Rio de Janeiro (6.731.133), Brasília (3.009.996), Fortaleza (2.582.360) e Salvador (2.559.945). Juntas, as cinco maiores cidades somam 26,7 milhões de moradores, o que representa 12,5% da população total.
As 27 capitais brasileiras concentram 49,4 milhões de habitantes, ou 23,1% do total do país. As menos populosas são Palmas, com 333.154 pessoas; Vitória, com 343.935; e Rio Branco, com 390.038 moradores.
As estimativas servem como parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular o valor do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Os dados também são utilizados como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.


