O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste domingo (30) que pretende realizar cortes profundos nos gastos públicos por meio de investimentos em tecnologia e inteligência artificial. O político alegou que a atual escassez orçamentária é resultado de corrupção generalizada na gestão federal.
O candidato disse que a estratégia para organizar as contas públicas envolve a redução de custos e de frotas de veículos, além do combate a gargalos burocráticos. Segundo Flávio Bolsonaro, o Brasil não consegue sobreviver com o modelo fiscal atual devido à irresponsabilidade do governo vigente.
A taxa de juros Selic também foi alvo de críticas. O candidato afirmou que o patamar atual é um dos mais altos do mundo e prometeu a implementação de um governo moderno para cortar despesas, reduzir impostos e buscar novas fontes de receita.
Para elevar a arrecadação, Flávio Bolsonaro declarou que irá acelerar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Ele lembrou que o projeto integrava o plano do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, mas afirmou que a iniciativa não avançou nos últimos quatro anos.
O candidato estimou que a busca por segurança jurídica para atrair investimentos no setor petrolífero pode gerar entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões em quatro anos. Ele relacionou a queda da taxa de juros a um impacto de mais de R$ 900 bilhões anuais no orçamento.
Na manhã deste domingo, o candidato participou de uma reunião em São Paulo com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro.

