As autoridades do Nepal emitiram um alerta de novas inundações neste domingo (30) após a subida do nível do rio Bhotekoshi. O aviso ocorre enquanto equipes de resgate tentam desobstruir a rodovia Prithivi, via crucial para o abastecimento de Catmandu, após cheias que mataram ao menos 768 pessoas e deixaram mais de 3 mil desaparecidas no Nepal e no Tibete.
A agência de desastres do Nepal informou que o número de mortos no país subiu para 752, com 2.502 desaparecidos. No lado chinês da fronteira, as autoridades relataram 16 mortes e 546 pessoas desaparecidas. Entre os sumidos estão 261 estrangeiros no Tibete, incluindo mais de cem nepaleses, segundo a mídia estatal chinesa.
O desastre teve início na quarta-feira, quando a rocha abaixo de uma geleira no Himalaia colapsou, provocando a queda de parte do gelo. Cientistas que analisaram imagens de satélite afirmaram que o evento registrou magnitude de 5,2. O fluxo de água aumentado rio acima foi comunicado pelas autoridades chinesas a Dharam Raj Uprety, diretor-executivo da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal.
Em Dhading, moradores retornaram a casas destruídas para tentar resgatar pertences da lama. Uma usina de energia que atende 20 mil pessoas em quatro distritos foi gravemente danificada e passa por inspeção. A infraestrutura local foi severamente comprometida, com a destruição de pontes de concreto que isolaram comunidades em margens opostas do rio.
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, anunciou que o país enviará uma equipe especializada em busca e resgate para auxiliar na evacuação de cidadãos malaios e no socorro geral. O governo da Malásia também prometeu ajuda financeira de US$ 1 milhão ao Nepal.


