O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, negou irregularidades neste domingo (30) após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citar “indícios de ilicitudes” no registro de sua chapa. A decisão retirou da pauta o processo de registro, que deveria ser analisado nesta segunda-feira.
O magistrado fundamentou a decisão no detalhamento das redes sociais apresentadas pela candidatura. Segundo Toffoli, Renan Santos e Aroldo Medina informaram 18 perfis em petições enviadas no dia 19 de agosto, como complementação ao registro original encaminhado à Justiça Eleitoral em 7 de agosto.
A legislação eleitoral exige que todos os canais de comunicação na internet sejam declarados no ato do registro. A apresentação posterior da lista levou o TSE a suspender a análise do processo para avaliar a nova declaração e abrir prazo para a manifestação dos advogados do Missão.
Entre os endereços informados estão perfis pessoais no Instagram, TikTok, Youtube e Facebook, além de contas como “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan Santos afirmou que não vai “baixar a cabeça” e pediu que seus apoiadores continuem atuando. O candidato declarou que suas redes foram registradas e classificou como “bizarro” a tentativa de enquadrar sua campanha por abuso de poder econômico.
Santos afirmou que sua campanha é a mais pobre entre os grandes candidatos ao Planalto, dependendo de vaquinhas e doações privadas, sem acesso a tempo de TV ou fundos partidário e eleitoral.

