Forças dos Estados Unidos atacaram, neste domingo (30), dois lançadores de foguetes iranianos na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a ação ocorreu após a detecção de preparativos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã para lançar minas marítimas na via navegável.
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, informou que a operação foi direcionada a equipamentos que tentavam dispersar minas nas águas circundantes. O almirante Brad Cooper, chefe do comando, afirmou que as forças americanas haviam removido as minas plantadas pelo Irã no estreito até a semana passada.
A Guarda Revolucionária declarou que o ataque será respondido com punição ao agressor. A agência de notícias Tasnim informou a morte de duas pessoas na operação, dado que não foi confirmado imediatamente. O Pentágono não respondeu aos pedidos de comentários sobre as baixas.
Este é o primeiro ataque reconhecido pelos Estados Unidos contra o Irã desde 29 de julho, quando o Centcom atingiu dezenas de alvos, incluindo centros de comando e instalações de mísseis. O governo de Donald Trump vinha concentrando esforços em sanções econômicas após a pausa nos bombardeios em larga escala.
A Marinha dos EUA está guiando navios comerciais pela parte sul do estreito, em águas omanitas. Autoridades militares informaram que jatos da Força Aérea e helicópteros do Exército monitoram a região para proteger embarcações que transitam pela hidrovia.
A situação no estreito permanece instável. Desde o início da guerra, foram registrados ao menos 71 ataques a navios, resultando na morte de 19 marinheiros. Nas últimas duas semanas, dois marinheiros morreram e outro segue desaparecido.
Um acordo assinado em junho para reabrir a via fracassou, levando os Estados Unidos a reimpor o bloqueio aos portos iranianos. A instabilidade forçou empresas de transporte a mudar rotas, e a Arábia Saudita passou a exportar mais petróleo bruto pelo Mar Vermelho.


