O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, negou fazer campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (30). A declaração rebate afirmações do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o militar de parcialidade ao tratar de depoimentos sobre a tentativa de golpe de Estado.
Baptista Júnior classificou a fala do candidato como “leviandade” e afirmou que a estratégia serviu para evitar perguntas de jornalistas sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-comandante disse, por meio do perfil no X, que a atitude é uma ferramenta para fugir da responsabilidade de responder aos questionamentos.
Flávio Bolsonaro havia minimizado depoimentos do brigadeiro e do general Freire Gomes sobre riscos de ruptura institucional. Segundo o candidato, as falas não seriam graves por partirem de alguém que estaria pedindo votos para Lula. Em resposta, Baptista Júnior disse que seu testemunho no STF e seu livro, “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, não possuem relação com Flávio.
Em outra agenda neste domingo (30), o candidato à Presidência se reuniu com o ministro de Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro. O encontro teve como pauta a discussão de ideias para o combate ao crime organizado.
Flávio Bolsonaro afirmou que pretende se inspirar no país da América Central para ampliar presídios e endurecer a legislação penal. O candidato defendeu que o Brasil deve aumentar o número de prisões.
A população carcerária brasileira era de 964.074 pessoas no fim de 2025, de acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O volume representa um crescimento de 6% em comparação ao ano de 2024.


