Os Estados Unidos anunciaram o envio de US$ 3,6 milhões em ajuda humanitária ao Nepal neste domingo (30) para atender comunidades atingidas por fortes enchentes. O recurso será destinado ao atendimento emergencial e inclui alimentação para cerca de 10 mil famílias por até três meses, enquanto operações de resgate continuam na região do Himalaia.
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que gerou uma enxurrada de água, gelo, lama e detritos em áreas próximas à fronteira com a China. No Nepal, o balanço divulgado neste domingo registra 788 mortos. No Tibete, sete pessoas morreram e 16 vítimas fatais foram confirmadas no condado de Gyirong.
Aproximadamente 3 mil pessoas seguem desaparecidas na região isolada, incluindo 592 estrangeiros. A China informou que 261 estrangeiros de 23 países estão sumidos no Tibete. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas foram afetadas, impacto que o governo chinês atribuiu às mudanças climáticas.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, classificou a ocorrência como o desastre transfronteiriço mais grave dos últimos anos. Operações de resgate foram suspensas diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo e ao risco de transbordamento de um lago formado pelo desastre, que ameaçava os rios Lhende Khola e Trishuli.
No Nepal, as buscas concentram-se em cinco projetos hidrelétricos inundados. No complexo Upper Trishuli, autoridades informaram que cerca de 350 pessoas podem estar presas em um túnel. Cerca de 10 mil soldados nepaleses atuam no local com apoio de equipes especializadas da China e da Índia.
Lok Bahadur Chhetri, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Nepal, declarou que o país necessita de assistência internacional especializada. A demanda inclui operações de resgate em túneis, testes de DNA, armazenamento refrigerado de corpos e identificação forense de restos mortais.


