O senador e candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo (30) que a nomeação do ex-presidente Jair Bolsonaro para um cargo de ministro em seu eventual governo dependerá da vontade do pai. A declaração foi dada em entrevista ao programa Domingo Espetacular.
Questionado sobre o papel do pai em uma futura gestão, Flávio Bolsonaro descreveu o ex-presidente como o melhor quadro do Brasil e afirmou que ele atuaria sempre como seu conselheiro. O senador informou que ainda não tratou especificamente sobre a nomeação para um ministério com o pai.
O candidato manifestou o desejo de que Jair Bolsonaro pudesse acompanhá-lo nas ruas durante a campanha eleitoral. Flávio citou que o pai foi quem lhe passou a missão de concorrer à Presidência, mencionando que ele deveria estar habilitado para a disputa, mas alegou que houve perseguição.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Flávio classificou o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) como uma farsa e disse que, se eleito, trabalhará junto ao Congresso Nacional pela anistia do pai.
Sobre as vagas no STF, que incluem as aposentadorias de Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, o senador disse que indicaria pessoas comprometidas contra o aborto e contra as drogas. Ele afirmou que os escolhidos não usariam a caneta para fazer justiça com alguém.
Flávio Bolsonaro declarou ainda que classificará facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. Segundo o candidato, a medida visa combater o que chamou de governo paralelo e medo coletivo a partir de 2027.


