Forças dos Estados Unidos atacaram dois lançadores de foguetes do Irã na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, neste domingo (30). A ação, confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), representa a primeira ofensiva militar pública contra o país desde o dia 29 de julho.
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do CENTCOM, informou que forças do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) preparavam o lançamento de foguetes com minas marítimas no estreito. Na semana passada, as forças americanas haviam terminado de limpar minas de rotas internacionais de navegação na região.
Em resposta aos ataques, o Irã disparou mísseis balísticos contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia. As forças armadas jordanianas informaram que interceptaram oito mísseis que entraram no espaço aéreo do país na manhã desta segunda-feira (31).
A agência de notícias estatal IRNA divulgou comunicado dos Guardiões da Revolução afirmando que o país responderá aos ataques em Larak com “punição para o agressor”. O CENTCOM rebateu a declaração, descrevendo a operação de domingo como uma ação limitada e precisa contra forças que representavam ameaça iminente.
O conflito entre as nações teve início em 28 de fevereiro e resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do suprimento global de petróleo. No dia 1º de agosto, o presidente Donald Trump afirmou ter concordado em suspender ataques ao Irã a pedido de aliados regionais no Oriente Médio.
Um bloqueio naval americano aos portos iranianos, levantado em junho, foi reimposto por Trump após o fracasso de um acordo para cessar as hostilidades.

