A redução dos níveis de estrogênio durante a menopausa intensifica mudanças na pele, como a perda de firmeza e o ressecamento. O processo, que afeta o rosto, braços e colo, ocorre devido a alterações na produção de colágeno e na capacidade do organismo de reter água.
O envelhecimento cutâneo nesta fase é resultado de fatores cronológicos, genéticos, ambientais e hormonais. Segundo a dermatologista Marcella Alves, da Onne Clinic, no Rio de Janeiro, o estrogênio desempenha um papel central na manutenção de diversas funções e estruturas da pele.
A queda desse hormônio prejudica a manutenção das fibras elásticas e de outros componentes de sustentação. Na prática, as mulheres podem notar o afinamento da pele, maior evidência de rugas e linhas, além de uma barreira cutânea comprometida, o que torna a sensação de pele seca mais frequente.
Para tratar a perda de firmeza, a medicina dermatológica utiliza bioestimuladores de colágeno, aplicados via injeções. Substâncias como o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA) são as mais estudadas para estimular a produção de novo colágeno, embora a resposta varie conforme a técnica e a paciente.
Alves informou que o uso desses produtos não é uma indicação automática para quem está na menopausa. A escolha depende de avaliação individual do grau de flacidez e dos objetivos da paciente, não sendo obrigatório o recurso ao procedimento apenas por conta da fase hormonal.
A médica explicou que diferentes estratégias podem ser combinadas em um plano de cuidados para tratar simultaneamente firmeza, textura e manchas. No entanto, ela afirmou que ainda são necessários estudos mais robustos para estabelecer quais combinações de tratamentos são superiores em cada situação específica.


