As autoridades chinesas puniram dez pessoas acusadas de disseminar informações falsas na internet sobre o deslizamento de terra na fronteira com o Nepal, informou a polícia nesta segunda-feira (31). O grupo teria divulgado mensagens sugerindo que o número de mortos e desaparecidos era superior aos registros oficiais.
O escritório de cibersegurança do Ministério da Segurança Pública (MSP) afirmou que as mensagens continham dados incorretos sobre a dimensão da tragédia. Um dos usuários, identificado pelo sobrenome Qiu, escreveu que a imprensa informava 1.400 mortos, mas que havia 3.000 desaparecidos anteriormente. Outro usuário, de sobrenome Liu, declarou que mais de 3 mil pessoas morreram na China devido à cheia.
Balanços oficiais provisórios indicam que 919 corpos foram recuperados após o desastre. Desse total, 903 mortes foram registradas no Nepal e 16 na região chinesa do Tibete.
As autoridades dos dois países seguem sem notícias de cerca de 5 mil pessoas. No Nepal, são 4.247 desaparecidos, enquanto na China o número é de 546.
O MSP não detalhou as punições aplicadas individualmente a cada uma das dez pessoas. O órgão não informou se as medidas incluíram multas, períodos de detenção ou outras sanções disciplinares.


