Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31) indica que 60,7% dos entrevistados consideram que as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pioram a imagem do governo do presidente Lula. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto.
Dos que veem impacto negativo na percepção da gestão, 43,4% afirmam que a imagem piora muito e 17,3% dizem que piora um pouco. Outros 37,4% dos participantes declararam que as investigações não afetam a imagem do governo, enquanto 1,9% acreditam que o caso melhora a percepção sobre a administração.
O estudo questionou a opinião dos entrevistados sobre a apuração da Polícia Federal (PF) para saber se Fábio Luís atuou em favor de empresários interessados em negócios com órgãos federais. Para 52,6% dos respondentes, o filho do presidente tentou influenciar decisões do governo para beneficiar esses empresários. Outros 26,3% negaram a possibilidade e 21,1% não souberam responder. A defesa de Fábio Luís nega irregularidades.
Sobre a natureza do problema, 55,1% dos entrevistados consideram que as investigações afetam diretamente o governo Lula. Já 37,9% veem a situação como uma questão exclusivamente pessoal do filho do presidente, e 7,1% não souberam responder.
No campo eleitoral, 59,4% acreditam que o caso pode prejudicar a candidatura de Lula à reeleição, sendo que 34,8% veem um prejuízo grande e 24,6% um impacto pequeno. Para 36% dos participantes, as investigações não prejudicam a candidatura, enquanto 4,6% não souberam responder.
Quanto ao conhecimento do assunto, 67,2% afirmaram acompanhar as investigações de perto. Outros 29,5% disseram ter ouvido falar, mas conhecer poucos detalhes, e 3,4% declararam não ter conhecimento do caso.
A coleta de dados ocorreu por recrutamento digital aleatório com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.


