A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), registrou boletins de ocorrência na Polícia Federal e na Polícia Civil após a aparição de cartazes com ataques pessoais no Bairro do Recife, neste domingo (30). O material contém acusações sem provas e cita a morte de Fernando Lucena, marido da governadora, ocorrida em 2022.
A coligação Pernambuco de Coração informou que acionará o Ministério Público Eleitoral para investigar a autoria do material. Em publicação nas redes sociais, Lyra afirmou que as ofensas, que haviam começado no ambiente virtual, chegaram às ruas. A candidata pediu respeito à memória do marido e aos filhos.
O candidato ao governo, João Campos (PSB), repudiou os cartazes e negou qualquer relação com a ação. Ele declarou que recorrerá à Justiça para identificar quem produziu, financiou e distribuiu os panfletos apócrifos. Campos citou a morte do pai, Eduardo Campos, ocorrida durante um pleito, para defender o combate a ataques contra famílias na disputa eleitoral.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos, também acionou o Ministério Público Eleitoral no domingo. O grupo negou participação e afirmou que adotará medidas judiciais contra quem atribuir o material à campanha.
O candidato Ivan Moraes condenou o episódio e classificou as ofensas como incompatíveis com a política. A vice-governadora Priscila Krause manifestou solidariedade em vídeo, criticando o uso da morte de Fernando Lucena na campanha e defendendo a investigação pelas autoridades.


