O Irã lançou mísseis contra bases dos Estados Unidos na Jordânia nesta segunda-feira (31), em retaliação a um ataque norte-americano contra lançadores de foguetes na Ilha de Larak, no Irã. O recrudescimento do conflito, que dura seis meses, provocou alta imediata nos preços do petróleo e instabilidade nos mercados financeiros globais.
Os preços do petróleo WTI subiram 3,42%, atingindo US$ 86,25 o barril, enquanto o Brent avançou 3,22%, para US$ 90,92. A alta reflete a preocupação de investidores com possíveis interrupções no fornecimento de combustível após as forças americanas atingirem alvos no Estreito de Ormuz no domingo.
No cenário diplomático, o governo brasileiro tenta reabrir negociações sobre a imposição de tarifas em reunião virtual com representantes dos Estados Unidos. O encontro foi agendado após contato telefônico entre o presidente do Brasil e Donald Trump.
A tensão ocorre após Trump publicar um vídeo gerado por inteligência artificial sugerindo a destruição do centro petrolífero da Ilha de Kharg. Autoridades iranianas classificaram a postagem como ridícula e afirmaram que não houve ataque ao local. A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não comentaram a publicação.
O impacto nos mercados foi imediato. As bolsas da Ásia fecharam em queda, com recuos no Nikkei (Japão) e no CSI 300 (China). Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em baixa, enquanto na Europa as ações oscilam entre ganhos e perdas, influenciadas também pela sinalização de alta de juros do Federal Reserve.
No Brasil, dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) subiu 2,3 pontos em agosto, chegando a 111,7 pontos. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,5 ponto no mesmo período, situando-se em 91,1 pontos.


