Os contratos de mini-índice com vencimento em outubro (WINV26) encerraram a sessão de sexta-feira (28) com leve queda de 0,05%, fechando aos 177.640 pontos. O movimento ocorreu apesar do avanço de 0,30% do Ibovespa, que atingiu 175.664,62 pontos e completou a oitava alta consecutiva, com ganho semanal de 3,06%.
O índice chegou a recuar após declarações de Kevin Warsh, que elevaram as apostas de alta dos juros nos Estados Unidos e pressionaram Wall Street. A recuperação no fim do pregão foi impulsionada por papéis da Petrobras, bancos e B3. No cenário interno, a cautela foi mantida pelos dados do Caged, que vieram abaixo do esperado, e pela alta dos juros futuros.
Para o último pregão de agosto, o foco dos traders estará na reação do mercado à perspectiva de juros americanos e no comportamento da curva doméstica. O desempenho de bancos e da Petrobras será determinante para definir se o contrato acompanha uma possível nona alta do Ibovespa ou inicia um movimento de correção.
Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, observa que o gráfico de 15 minutos mostra indefinição no curto prazo, com o mini-índice posicionado entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para a continuidade da baixa, o analista considera necessário o rompimento do suporte em 177.595/176.910 pontos, o que poderia abrir caminho para a faixa de 176.395/175.970 pontos.
No sentido oposto, a retomada da alta depende da superação da resistência em 178.415/179.135 pontos, com objetivos seguintes em 180.050/180.450 pontos. No gráfico diário, a formação do terceiro doji consecutivo evidencia equilíbrio entre compradores e vendedores, reforçando a falta de direção clara no momento.
A análise do gráfico de 60 minutos indica que o contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que ainda favorece os compradores. Para renovar o fôlego da alta, o volume precisaria superar a resistência em 179.220/180.170 pontos. Caso ocorra rompimento do suporte em 176.100/173.875 pontos, o índice poderá recuar para 172.000/170.230 pontos.

