O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (31) que a melhoria da situação fiscal do Brasil deve ser conduzida com diálogo e respeito democrático, sem a aplicação de cortes baseados apenas em planilhas. As declarações ocorreram durante o Macro Day 2026, evento realizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo.
Durigan disse que a discussão sobre a existência de programas sociais no país já foi vencida, mas que a agenda atual deve focar na eficiência e no controle dos critérios de concessão. O ministro informou que, em 2025, 90% das pessoas que conseguiram emprego formal saíram do programa Bolsa Família, defendendo a criação de portas de saída para estimular o retorno ao mercado de trabalho.
Sobre as contas públicas, o ministro afirmou que o governo promoveu um ajuste de dois pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) no déficit primário. Ele declarou que o compromisso da gestão é entregar um orçamento realista, sem esconder despesas, com a projeção de que o Brasil registre resultados positivos crescentes e recorrentes a partir de 2027.
A taxa de juros foi apontada por Durigan como uma barreira para os investimentos privados. Segundo o ministro, o patamar elevado prejudica o Tesouro Nacional, famílias, agricultores e empresas. Ele afirmou que reduzir os juros para um nível civilizado é o primeiro e principal passo da agenda econômica do governo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também participou do evento e defendeu a melhoria da relação dívida sobre o PIB. Alckmin afirmou que cortes de gastos de forma cega podem provocar a queda do PIB, gerando recessão e desemprego. Ele defendeu a combinação de controle de despesas com investimentos no crescimento.
Alckmin informou que a meta para este ano é de déficit zero, com projeção de superávit primário de 0,5% para o ano que vem. O vice-presidente comparou o cenário atual com o déficit primário de 9,7% registrado em 2020, afirmando que a intenção é buscar superávits crescentes e superar a meta estipulada para o próximo ano.


