O Partido dos Trabalhadores (PT) apoiará, nas eleições de outubro, ao menos 11 políticos que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A decisão abrange candidatos que receberão suporte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição, e da legenda, dez anos após o afastamento da ex-presidente.
Entre os nomes que contam com o apoio de Lula e do PT estão os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), além de Eliziane Gama (PT-MA), segundo apuração do Poder360.
A ex-senadora Simone Tebet (PSB-SP), atual ministra do Planejamento e Orçamento, também votou pela cassação de Dilma quando era filiada ao MDB. A pedido de Lula, Tebet migrou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e disputa vaga no Senado por São Paulo na chapa que inclui o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também integra a lista de políticos que votaram pelo afastamento de Dilma em 2016 e agora declaram apoio à reeleição do atual mandatário. Motta tenta renovar seu mandato nas eleições deste ano.
Dilma Rousseff foi afastada definitivamente da Presidência da República em 31 de agosto de 2016, após julgamento no Senado que a considerou culpada por crime de responsabilidade. O processo foi motivado por manobras contábeis conhecidas como pedaladas fiscais, usadas para maquiar as contas públicas.
Lula e o PT classificam o processo de 2016 como um golpe. Apesar da cassação, o Senado não tornou a ex-presidente inelegível. Dilma tentou retornar ao cargo público em 2018, concorrendo ao Senado por Minas Gerais, mas terminou em quarto lugar. Atualmente, ela preside o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics.

