Uma rede de solidariedade mobilizou doadores para ajudar Adriano Álvaro Melo, de 10 anos, que vive em um abrigo municipal no bairro do Grajaú, Zona Norte do Rio. O menino, que possui altas habilidades, está sem estudar após a mãe, Priscila de Melo, ser diagnosticada com tuberculose resistente a medicamentos.
Até o início da tarde desta segunda-feira (31), as doações via Pix somavam R$ 5 mil. Uma brasileira residente na Suíça doou R$ 2 mil e se comprometeu a pagar três mensalidades da escola onde o garoto foi matriculado no início do ano. Priscila de Melo disponibilizou uma chave Pix no Banco do Brasil em nome do filho para quem desejar contribuir.
O menino precisou abandonar os estudos em uma escola particular de Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde possuía bolsa integral. A saída ocorreu porque a mãe precisou retornar ao Rio para realizar tratamento de saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já que não havia acompanhamento adequado no interior do estado.
Adriano nasceu no Complexo da Maré e, aos sete anos, desenvolveu o jogo “Super Alvinho” após curso de programação da Universidade de Harvard. O projeto, criado em inglês, trata de robôs agrícolas e produção de alimentos. O garoto também teve destaque em competições de xadrez e robótica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A situação financeira da família se agravou após a mãe perder o apartamento em Itaboraí, vítima de um golpe imobiliário que segue na Justiça. Em dezembro de 2024, Adriano tornou-se a pessoa mais jovem a receber a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara do Rio, devido ao seu desempenho na educação.
Uma ONG localizada no Morro do Turano, que dispõe de laboratório de robótica, manifestou interesse em oferecer uma vaga para o menino. A trajetória de Adriano inclui a entrega de uma carta ao presidente Lula, em fevereiro de 2024, com a proposta de criar uma escola para crianças com altas habilidades na Maré.

