O senador Flávio Bolsonaro rebateu declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a profissão de gari como “muito pobre” durante ato de campanha em Belo Horizonte, no sábado (29). O parlamentar criticou a postura do chefe do Executivo e defendeu o trabalho dos profissionais de limpeza pública.
Lula afirmou que a atividade de coletor de lixo não traz orgulho e associou a função à falta de acesso aos estudos. Durante o evento, o presidente comparou a ocupação com carreiras na medicina e na engenharia, citando que profissionais dessas áreas sentem orgulho de suas profissões, enquanto o trabalho de lixeiro seria “uma coisa pobre de quem não pode estudar”.
Em resposta, Flávio Bolsonaro escreveu que o trabalho de quem enfrenta a madrugada, o sol e a chuva para sustentar a família não é pobre. “Pobre é seu pensamento, Lula”, afirmou o senador, que cobrou respeito aos trabalhadores da limpeza pública e declarou que é vergonhoso um presidente diminuir profissionais honestos.
O candidato do PL também mencionou investigações sobre fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Flávio afirmou que os trabalhadores da limpeza voltam para casa com a cabeça erguida, ao contrário do filho do presidente.
O senador alegou que o filho de Lula é acusado de receber R$ 300 mil em propinas provenientes de fraudes no INSS. O parlamentar utilizou a comparação para contrastar a honestidade dos garis com as acusações direcionadas ao familiar do presidente.

