O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do partido Democrata, apresentou propostas que não constam em seu programa oficial de governo. Em entrevista à imprensa, Grassi afirmou que ideias polêmicas foram retiradas do documento partidário para evitar possíveis impedimentos à sua candidatura presidencial.
Entre as iniciativas, Grassi defende o projeto “Meu Botox, Minha Vida”, que prevê a oferta gratuita de toxina botulínica para mulheres de baixa renda com o objetivo de elevar a autoestima. O candidato disse que a receita viria de impostos sobre cosméticos e da redução de verbas para financiamento de campanhas eleitorais.
Na área econômica, o político propõe a substituição de nove tributos federais por um imposto único de 2% sobre movimentações bancárias. Grassi também sugeriu o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), afirmando que é necessário enterrar a cultura de que o empregado é um “coitadinho”.
Outra medida mencionada é o aumento do benefício do Bolsa Família para R$ 2 mil, condicionado à perda do direito de voto dos beneficiários. Grassi argumentou que pessoas pobres tendem a votar na esquerda e que esse grupo é utilizado para manter a manutenção do poder.
O candidato também defende a regulamentação da mineração em terras indígenas. Segundo Grassi, a medida é necessária porque o garimpo ilegal já ocorre, e a regulamentação permitiria maior controle e arrecadação sobre a atividade.

