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Política

Candidaturas negras do PT em Goiás protestam contra repasse de verbas

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 15:35
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Candidaturas negras, indígenas e de pessoas com deficiência do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás organizam protesto nesta segunda-feira (31) em frente ao diretório estadual da legenda. O grupo, composto por 28 nomes, acusa a Executiva Estadual de distribuir recursos do fundo eleitoral de forma desigual e sem critérios consistentes.

Os manifestantes alegam que a direção do partido classificou postulantes de grupos representativos como “sem competitividade”. A distribuição seguiu uma tabela dividida entre reeleição e as categorias G1, G2, G3 e G4. Segundo as denúncias, candidatos negros, indígenas e PCDs foram alocados nas faixas de menor prioridade.

Uma das candidaturas, que preferiu o anonimato, relatou que mulheres receberam apenas R$ 10 mil, enquanto alguns homens não tiveram qualquer recurso. O grupo questiona o repasse de mais de R$ 250 mil para uma candidata branca de cerca de 20 anos sem trajetória política, enquanto militantes negros receberam valores inferiores.

O material de convocação do protesto cita a deputada federal Adriana Accorsi, com repasse de R$ 2,325 milhões, e o deputado federal Rubens Otoni, que recebeu R$ 1,8 milhão. Ambos os valores estão dentro da faixa destinada a candidaturas à reeleição prevista na tabela do partido.

Um candidato a deputado federal afirmou que a falta de comunicação prévia sobre os valores levou integrantes do grupo a assumir compromissos financeiros sem saber que ficariam sem verba. Ele declarou que a situação é “desumana” e que tenta levar o caso ao ministro Guilherme Boulos para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja informado.

Como solução, o grupo propõe que 10% dos recursos dos candidatos com maiores repasses sejam redirecionados aos nomes prejudicados, ou que as verbas sejam elevadas ao patamar do G2. Quatro mulheres negras avaliam retirar as candidaturas caso não haja revisão, o que pode impactar as cotas femininas nas chapas proporcionais.

O PT de Goiás foi procurado para explicar os critérios de distribuição do fundo eleitoral e as acusações, mas não retornou os contatos.

TAGGED:Eleições 2026fundo-eleitoralpt-goiasracismo-institucionalRepresentatividade
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