Um homem de Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e ao pagamento de multa após utilizar a câmera de um aspirador de pó robô para gravar a esposa durante uma traição. A decisão ocorreu em processo movido pela mulher por violação de privacidade, após as imagens terem sido usadas em uma ação civil anterior.
O caso começou em dezembro de 2023, quando o marido acionou remotamente a função de transmissão ao vivo do aparelho para capturar imagens da companheira com outro homem. O material foi utilizado em uma disputa judicial na qual a Justiça local permitiu que o adultério gerasse indenização. A mulher e o amante foram condenados a pagar, juntos, cerca de R$ 270 mil ao homem.
Posteriormente, a ex-mulher ingressou com nova ação alegando que as imagens eram de cunho íntimo e foram gravadas sem autorização. A defesa do marido argumentou que a conduta era justificável porque as provas haviam sido aceitas em outro processo judicial.
O tribunal rejeitou a tese da defesa e decidiu que as obrigações do casamento não se sobrepõem aos direitos individuais de privacidade. A sentença detalhou que a emissão de luzes ou sinais pelo robô não era suficiente para que a mulher soubesse que estava sendo filmada.
Pela violação deliberada da privacidade, o homem foi condenado a cinco meses de reclusão e a pagar uma multa de cerca de R$ 24 mil. O texto original menciona que a soma total das penalidades financeiras impostas ao homem neste segundo processo chega a R$ 80 mil.


