A biorremodelação facial surge como uma alternativa aos preenchimentos tradicionais ao focar na melhoria da qualidade da pele sem modificar o desenho do rosto. A técnica utiliza estímulos celulares e bioquímicos para recuperar a firmeza, a elasticidade e a hidratação dos tecidos, segundo a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O tratamento utiliza o ácido hialurônico, substância naturalmente presente no organismo que oferece suporte aos tecidos. Diferente dos preenchimentos, que buscam devolver volume ou redefinir contornos, a biorremodelação visa criar um estímulo para que as próprias células do corpo trabalhem na manutenção e remodelação do tecido.
A médica explica que a pele não é uma estrutura estática e responde a sinais do ambiente. A técnica atua nesse contexto para favorecer a produção de elementos essenciais de sustentação, como o colágeno e a elastina. O efeito é progressivo, refletindo-se na textura e na firmeza da pele.
A indicação do procedimento ocorre principalmente em casos de desidratação, flacidez inicial e perda de elasticidade associada ao envelhecimento. É recomendado para pacientes cuja queixa principal seja a qualidade da pele, e não a falta de volume facial.
Além de atuar como uma estratégia de preservação das características de uma pele saudável ao longo do tempo, a técnica pode ser aplicada em outras regiões. Dependendo da avaliação médica, a abordagem é indicada para o colo, as mãos e o pescoço.
Flávia Brasileiro informou que a avaliação individual determina a adequação da biorremodelação para cada caso. Em certas situações, o uso de produtos como o Profhilo pode ser associado a outros tratamentos dermatológicos.


