A escritora nicaraguense Gioconda Belli recebeu, nesta segunda-feira (31), o prêmio de Literatura em Línguas Romances. A honraria é concedida anualmente pela Feira do Livro de Guadalajara (FIL), que justificou a escolha com base na obra íntima e política da autora.
A organização da FIL afirmou que a premiação reconhece a revitalização da expressão poética do desejo e do goce feminino na escrita de Belli. Segundo a entidade, a obra da autora promove a convergência entre o erotismo, a história e as dimensões coletivas.
Belli vive exilada em Espanha há cinco anos. Ao receber o reconhecimento, a escritora agradeceu a tradição literária de sua terra natal e afirmou que os nicaraguenses continuam presentes no mundo, escrevendo e lutando pela liberdade do país.
A autora relembrou sua primeira experiência no exílio, ocorrida em 1975, no México, durante a ditadura de Somoza. Na ocasião, ela descreveu o país como um bastião de solidariedade contra as tiranias.
Apesar da lembrança positiva, Belli criticou a posição do atual Governo mexicano. A escritora classificou como “indiferente” a postura da administração em relação à situação vivida atualmente na Nicarágua.


