A companhia aérea Airlink afirmou, neste domingo (30), que o sobrevoo de dois jatos Embraer em baixa altitude sobre o Estádio da Cidade do Cabo, no sábado (29), ocorreu dentro das normas de segurança. A manobra aconteceu antes de uma partida de rúgbi entre África do Sul e Nova Zelândia.
Dados do serviço de rastreamento Flightradar24 indicam que a primeira aeronave passou a uma distância de 12 a 14 metros do telhado do estádio. O segundo jato atravessou uma nuvem de poeira rosa liberada no telhado como parte do show pré-jogo. O evento foi assistido por cerca de 56 mil pessoas.
A Airlink, patrocinadora da série de jogos, informou que a operação foi planejada e ensaiada, com os aviões voando a 278 km/h. Cada aeronave transportava três capitães experientes para as funções de comandante, copiloto e oficial de segurança. Não havia passageiros a bordo.
A empresa declarou que a Autoridade de Aviação Civil da África do Sul e os Serviços de Navegação e Tráfego Aéreo forneceram orientações e aprovação para a manobra. A companhia enviou os dados das caixas pretas das aeronaves para análise da autoridade de aviação, que ainda não se pronunciou oficialmente.
Chris Martinus, presidente da Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves da África do Sul, disse que a altitude era desconfortável e que, em caso de imprevistos, os pilotos não teriam opções de manobra. O consultor de aviação Keith Tonkin afirmou que jatos regionais não foram projetados para esse tipo de operação e alertou que a ação cria um precedente perigoso.
O rúgbi sul-africano possui a tradição de sobrevoos em grandes partidas. O costume começou em 1995, quando um Boeing 747 sobrevoou um estádio em Joanesburgo antes da final da Copa do Mundo de Rúgbi entre as mesmas seleções.


