O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) classificou como ilegal e desproporcional a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a campanha de Renan Santos à Presidência. A medida ocorreu após o ministro identificar 16 perfis de divulgação não informados à Justiça Eleitoral no prazo correto.
Segundo Toffoli, a campanha do partido Missão comunicou a existência das contas apenas em 19 de agosto, 12 dias após o registro da candidatura, realizado em 7 de agosto. Kataguiri, que coordena a área econômica do grupo, afirmou que todas as contas foram declaradas, embora algumas tenham sido informadas posteriormente.
O parlamentar alegou que a suspensão é uma retaliação por críticas feitas à relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Para o deputado, a decisão representa um atentado contra a democracia, especialmente por ter sido determinada de ofício, sem que houvesse impugnação por parte de outros partidos ou candidatos.
A defesa de Renan Santos pretende apresentar um mandado de segurança ao TSE. O advogado Arthur Rollo tem audiência marcada com Toffoli às 16h desta terça-feira (1º de setembro) para tratar do caso. Caso a medida não seja revertida, a campanha planeja solicitar reuniões com outros ministros da corte.
Kataguiri criticou a possibilidade de decisões monocráticas interferirem em resultados eleitorais. Ele argumentou que permitir tais medidas daria aos ministros do TSE o poder de definir quem pode disputar as eleições. O deputado também contestou a menção a abuso de poder econômico na decisão, afirmando que o Missão possui o menor fundo eleitoral do Brasil.
Com a proibição do uso de redes sociais e do tempo de propaganda, o grupo político informou que intensificará as ações presenciais por meio de apoiadores e voluntários. Kataguiri minimizou o impacto do atraso na declaração dos perfis, alegando que as contas ficaram no ar por poucos dias e que o candidato possui baixo alcance digital.


