O Operário Ferroviário Esporte Clube protocolou, no domingo (30), no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma proposta para recomprar os 10% de seus direitos econômicos pertencentes à Sports Media Entertainment S.A. O clube oferece o pagamento de R$ 2.213.747 para recuperar a titularidade integral de seus direitos.
A investidora, que integra o arranjo da Futebol Forte União (FFU), afirmou que a proposta do clube não é um tema concorrencial para ser tratado no Cade. Em nota, a Sports Media Entertainment declarou que questões dessa natureza devem seguir os mecanismos previstos nos instrumentos jurídicos do grupo.
O Operário informou que solicitou dados financeiros e operacionais em 24 de março para avaliar a recompra. Em 26 de junho, notificou a FFU, o Condomínio Forte União e a Sports Media sobre a decisão, solicitando o valor da operação e as memórias de cálculo, que o clube afirma não ter recebido.
A CFU Administradora Ltda. declarou que nem o condomínio nem a administradora são partes do contrato de investimento, orientando que a pretensão seja dirigida à Sports Media. A empresa afirmou que a Convenção do Condomínio não prevê mecanismo de recompra pelos clubes.
O clube sustenta que a operação pode ser feita individualmente, com base em metodologia de cálculo prevista no contrato. O valor proposto considera os montantes desembolsados pela investidora, acrescidos de juros de 100% do CDI mais 4% ao ano, com desconto de valores já pagos em 2025 e 2026.
O Operário afirmou possuir carta-proposta de instituição financeira para crédito destinado ao pagamento, inclusive em caso de divergência no cálculo. A petição ressalta que a recompra não significa a saída do bloco, e que o clube pretende continuar na comercialização conjunta de direitos com os demais associados.
A Sports Media Entertainment argumentou que a alteração repercute sobre a estrutura coletiva que reúne 31 clubes, investidores e regras de governança. A empresa disse estranhar o envio da proposta ao Cade em vez de aos sócios, defendendo que a análise do órgão deve focar nos aspectos concorrenciais.


