A Prefeitura do Rio assinou convênios com a Light, a 99 e a empresa de segurança Gabriel para integrar dados e imagens ao combate a crimes na cidade. As informações serão incorporadas à Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), localizada no Centro de Operações e Resiliência do Rio.
O sistema municipal conta com cerca de 13 mil câmeras, sendo 3,2 mil com reconhecimento facial e leitura de placas. Segundo o diretor-executivo da Civitas-Rio, Davi Carreiro, os dados poderão ser solicitados pelas polícias ou pelo Ministério Público como prova, seguindo uma cadeia de custódia digital para garantir a autenticidade.
A parceria com a Light foca no furto de fios e cabos. Entre janeiro e julho de 2026, a concessionária registrou 780 ocorrências, com prejuízo de R$ 10,5 milhões. A empresa fornecerá mapas de regiões dominadas pelo crime organizado e horários de furtos, enquanto terá acesso em tempo real às imagens do Centro de Operações e Resiliência (COR) para agilizar reparos, afirmou o diretor Lucas Nass.
A 99 compartilhará microdados de 500 mil utilizações diárias da plataforma. O diretor de Políticas Públicas da empresa, Fernando Paes, explicou que a medida ajudará a identificar criminosos que utilizam mochilas térmicas da marca para se passarem por entregadores. Os dados serão anonimizados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), exceto em investigações específicas de veículos suspeitos.
A empresa Gabriel disponibilizará o acesso a aproximadamente 11 mil câmeras instaladas em 3,5 mil vias públicas. O CEO da companhia, Erick Coser, afirmou que a tecnologia aliada à análise de manchas criminais é essencial para a segurança pública. A integração permitirá buscar imagens de pessoas ou veículos em diferentes pontos da cidade, ampliando a área de cobertura do sistema municipal.


