Representantes da Santo Dominique Capital (SDC) Sports se reúnem nesta segunda-feira (31) com membros do Conselho Deliberativo do Santos. O encontro serve para o grupo apresentar sua filosofia de investimentos, o perfil de seus executivos e as estratégias que pretende aplicar ao futebol profissional, às categorias de base e à gestão da marca.
A SDC detalha aos conselheiros os diferenciais da instituição, como a tradição internacional e a capacidade de formação de atletas, para justificar o interesse no clube. A apresentação aborda a evolução do mercado e a geração de receitas, mas a empresa não apresentou, até o momento, uma proposta formal de compra.
Para que qualquer operação com controle majoritário avance, o Santos precisa alterar seu Estatuto Social. O limite atual de participação de um investidor é de 49%, e a proposta em discussão prevê elevar esse teto para até 80%. Se aprovada a mudança, a oferta deverá passar pelo Conselho Deliberativo e pela Assembleia Geral de Sócios.
O processo de revisão jurídica do estatuto conta com o apoio do advogado Rodrigo Monteiro de Castro, um dos autores da Lei da SAF. O clube também utiliza assessoramento da XP, Bichara Advogados e Exa Capital na estruturação de uma eventual operação.
A movimentação ocorre sob resistência interna. No mês de agosto, 37 conselheiros assinaram nota contrária ao projeto de SAF da gestão de Marcelo Teixeira. O grupo questionou o momento da proposta e citou o aumento do passivo do clube, que ultrapassou R$ 1 bilhão, alegando que o modelo não pode ser usado como instrumento eleitoral.
Anteriormente, em fevereiro, o Santos recebeu uma oferta que previa aporte de R$ 1 bilhão para o futebol e outros R$ 1 bilhão para quitação de dívidas, em troca de 80% do controle da instituição.


