A plataforma de monitoramento com inteligência artificial da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) auxiliou na resolução de 1.885 casos em todo o estado desde dezembro de 2025. Os dados foram apresentados pelo secretário da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, na manhã desta segunda-feira (31).
O sistema, que integra as ações das polícias Civil e Militar, contribuiu para a realização de 1.300 prisões e a recuperação de 557 veículos. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a startup Pax, empresa fundada em 2024 por empreendedores e engenheiros do ITA, USP, Harvard e MIT. Atualmente, a rede opera com 972 câmeras, com previsão de expansão para 1,5 mil equipamentos e a implementação de reconhecimento facial.
Um levantamento da LCA Consultoria comparou a ferramenta paranaense ao programa de segurança da cidade de São Paulo. A apuração indica que, por câmera instalada, o sistema do Paraná entrega 21 vezes mais resultado na captura de foragidos e 43 vezes mais em prisões em flagrante. A recuperação de veículos é 108 vezes superior, considerando que a capital paulista opera com 20 mil câmeras.
A plataforma lê placas e identifica modelo e cor de veículos em tempo real, cruzando dados com bases de furto, roubo e mandados ativos. Quando há correspondência, um alerta é enviado à viatura mais próxima. O sistema permite buscas semânticas em linguagem natural, possibilitando que policiais localizem suspeitos por características de roupas, mochilas ou detalhes da lataria de carros, como amassados e adesivos.
A rede de monitoramento abrange as regiões Norte, Noroeste, Oeste, Centro-Oeste, Campos Gerais, Litoral e a Região Metropolitana de Curitiba, com foco em grandes centros urbanos e áreas de fronteira. A coordenação do serviço cabe à Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD) em conjunto com a Sesp.
A eficácia da ferramenta cresceu 2,4 vezes entre junho e agosto. Em janeiro, primeiro mês de funcionamento pleno, foram 20 ocorrências solucionadas. O número acumulado subiu para 212 em março, 780 em junho e 1.180 casos em julho.


