O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente Donald Trump nesta segunda-feira (31). A decisão ocorre após meses de tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo informações da Casa Branca e de agências internacionais.
Um funcionário do Exército informou que Driscoll conversou com o presidente sobre a situação atual da força antes de entregar o cargo. A vice-porta-voz principal da Casa Branca, Anna Kelly, não negou a renúncia e afirmou em comunicado que o secretário foi eficaz ao promover a agenda de prontidão e letalidade do governo.
A relação entre Driscoll e Hegseth era marcada por disputas internas. De acordo com apurações da imprensa, o secretário de Defesa desconfiava de integrantes de sua equipe e considerava a proximidade de Driscoll com a Casa Branca como uma tentativa de contornar sua autoridade.
Driscoll, veterano do Exército, é amigo de longa data do vice-presidente JD Vance, com quem estudou na Faculdade de Direito de Yale. No ano passado, ele foi escolhido por Trump para atuar nas negociações entre Ucrânia e Rússia para o fim da guerra.
A saída acontece em um período de instabilidade no alto comando militar. No início deste ano, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, e outros dois generais. George e Driscoll mantinham colaboração estreita.
O cargo fica vago seis meses após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, conflito que segue sem sinais de encerramento. A Casa Branca não informou quem será o substituto no Departamento do Exército.

