A coligação de Lula (PT) protocolou, no sábado (29), uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a cassação do registro e a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. A medida ocorre após a participação do adversário na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo.
A chapa do petista classifica a ida de Flávio Bolsonaro ao palco do evento, a convite do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um “showmício disfarçado”. Segundo a coligação, a utilização de estrutura profissional financiada por empresas privadas configura financiamento empresarial indevido e doação indireta de fonte vedada.
Durante a festa, o candidato conversou com o público, pediu votos e se declarou “futuro presidente do Brasil”. Na ocasião, ele apresentou propostas voltadas ao agronegócio e à família.
O texto da ação argumenta que a presença no palco não foi uma manifestação espontânea, mas um ato político organizado e inserido na programação. A coligação afirma que o evento cultural foi transformado em comício eleitoral, surpreendendo eleitores que compraram ingressos para shows artísticos.
A petição sustenta que houve propaganda de campanha em bem de uso comum, prática proibida pela legislação. A coligação diz que o abuso é patente tanto pelo tamanho do evento quanto pelo custeio por pessoa jurídica.
A ação solicita que a Justiça levante informações sobre contratos, patrocínios e custos de produção da Festa do Peão. O objetivo é identificar quem financiou a estrutura utilizada durante a fala do candidato.


