O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira (31) que o primeiro ato do governo de Bolsonaro será classificar as facções criminosas como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante evento sobre segurança pública realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.
Gaspar disse que a medida visa criar um arcabouço legal para amparar as polícias no combate ao crime organizado. O parlamentar defendeu a implantação de uma política de tolerância zero no Brasil, comparando a violência doméstica com a de El Salvador. Ele citou que o Brasil registra 40 mil homicídios por ano, enquanto o país caribenho teria registrado pouco mais de 3 mil mortes.
A fala do candidato ocorreu após palestra de Gustavo Villatoro, ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador. Villatoro apresentou o modelo de seu país, defendendo a realização de julgamentos coletivos e prisões sem mandados. O ministro classificou como “manipulação” as denúncias de violações de direitos humanos e chamou de “hipócritas” os defensores de direitos humanos.
Villatoro afirmou que as ações do governo salvadorenho baseiam-se na vontade do povo, rebatendo críticas de que o país vive sob uma ditadura. O ministro foi aplaudido de pé ao final da apresentação na Fiesp. A transmissão do evento pelo YouTube teve interrupções parciais de áudio durante a palestra e a exibição de um vídeo institucional, justificadas por direitos autorais.
Sobre sua candidatura, Alfredo Gaspar informou que aceitou o convite para ser vice-presidente para “sair da zona de conforto”. O deputado afirmou que liderava pesquisas de intenção de voto para o Senado em Alagoas, mas decidiu integrar a chapa por acreditar no projeto de Flávio Bolsonaro para o país.
Gaspar declarou que especialistas estarão no comando da gestão para derrotar a criminalidade “custe o que custar”.


