O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (31) a suspensão da campanha digital do candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata). A decisão proíbe a participação do veterinário em debates e bloqueia o acesso aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
A punição ocorreu após a constatação de que Grassi utilizou um perfil pessoal no Instagram para divulgar conteúdo eleitoral sem registrá-lo na Justiça Eleitoral. Segundo Toffoli, os perfis usados na disputa foram informados ao tribunal 17 dias após o pedido de registro da candidatura. O ministro afirmou que a conduta poderia gerar vantagem indevida devido ao alcance dos algoritmos das redes sociais.
Em vídeo enviado por sua equipe de campanha, Grassi declarou que possui duas contas na plataforma, uma profissional e outra pessoal. O candidato afirmou que seus advogados enviaram um ofício ao tribunal para regularizar o segundo perfil, mas o pedido não foi aceito.
O candidato classificou a medida como “absurda” e disse que a decisão calou sua voz. Grassi alegou que a punição pode ter ocorrido por ele representar um “perigo ao sistema”, argumentando que não possui vínculos com grupos políticos ou dependências financeiras.
A defesa do veterinário informou que prepara um recurso jurídico para ser protocolado ainda nesta segunda-feira. No comunicado oficial, a campanha lamentou a decisão monocrática, descrevendo-a como desproporcional por retirar o principal meio de comunicação do candidato.
Grassi mantém sua candidatura e pediu que os 1,5 milhão de eleitores que o colocaram nas pesquisas continuem compartilhando suas propostas, que incluem a defesa dos animais e a redução de impostos para estimular a economia brasileira.


