O Secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, deixará o cargo nesta segunda-feira (31), após 18 meses de atuação, informou a Casa Branca. A saída é a mais recente de um alto líder militar durante a administração de Donald Trump, embora o governo não tenha apresentado a razão oficial para a decisão.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou em comunicado que Driscoll foi eficaz ao promover a agenda do presidente para tornar a América forte e ofereceu liderança em operações militares, além de auxiliar em negociações entre Rússia e Ucrânia. Kelly declarou que a força está mais poderosa graças ao trabalho do secretário ao lado do Comandante-em-Chefe e do Secretário de Guerra.
A movimentação ocorre em meio a relatos de tensões entre Driscoll e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth. A gestão de Hegseth já promoveu outras mudanças bruscas, como o afastamento do general Randy George, em abril, e a saída inesperada do general Christopher Donahue, em junho. O Secretário da Marinha, John Phelan, também deixou o cargo em abril.
No comando do Estado-Maior do Exército em exercício, o general Christopher LaNeve encerrou um programa de modernização de drones que havia sido impulsionado por Driscoll. Uma unidade na Europa, que produzia drones próprios, retornou às atividades como batalhão de infantaria tradicional após determinação de LaNeve, segundo autoridades.
Veterano da Guerra do Iraque e investidor de tecnologia, Driscoll foi confirmado pelo Senado em fevereiro de 2025 com 66 votos a favor e 28 contra. Antes do cargo, foi assessor do vice-presidente JD Vance e concorreu a uma vaga no Congresso pela Carolina do Norte em 2020, obtendo 8% dos votos.
O Pentágono encaminhou questionamentos da imprensa ao Exército, que não respondeu imediatamente. Um porta-voz de Driscoll também não retornou as tentativas de contato.

